quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Consumidores do medo!

Vivemos dias de terror! Ainda que tenhamos uma formação vestida com o sentimento de segurança, pois crescemos com essa consciência dada por nossos antepassados: o medo vem sempre de fora, não devemos temer. O que prevalece é a nossa fé, força interior. A fé lança fora o medo.O medo pode ocorrer em diversas situações sendo que depende de cada pessoa para se manifestar, pois existem diferentes medos como de dirigir, de falar em público, de ficar sozinho, do escuro, de expressar sentimentos, de animais, de abrir um exame medico e tantos outros.
Partindo da diversidade em que o medo se manifesta deve-se sempre atentar para o medo excessivo já que pode desencadear fobias. Essa se manifesta quando o medo passa a limitar as atividades rotineiras e passa a apresentar sintomas específicos de transtornos originados a partir do medo mal administrado. O medo é uma ameaça, cada situação nova, inesperada que representa um perigo. Assim, parece que o medo teve seu conceito ampliado em face às circunstâncias modernizadas.Em nossos dias quase todas as pessoas passaram a ter medo, muito medo, pois ele tem sido muito mais acentuado em suas causas e conseqüências. As circunstâncias que nos envolvem têm feito a cada um de nós, consumidor do medo.São muitíssimas as situações de medo ou fobias e podemos dizer, não porque sejamos pessimistas, muitas circunstâncias novas ainda surgirão, porque o banditismo desenvolve progressivamente, haja vista o acesso livre da tecnologia, para realização de seus maus intentos.
Hoje está sendo perigoso andar de carro, perigoso andar de ônibus, perigoso andar a pés. Temos ouvido e visto os fatos. Vidas sendo ceifadas, outras têm passado a situações limitadas, paraplégicas, tratraplégicas, presas a uma cadeira de rodas. E o pior, fatos esses que permanecem sem explicações.Cada fato novo e triste, é alvo de manifestações, gritos, ações clamorosas, mas logo tudo é esquecido até que outro fato novo aconteça e volta a entristecer. Não há lugar seguro, nem nas instituições. Você corre perigo no ambiente do Banco, no Supermercado, nas Escolas!Infelizmente, não contamos como devíamos contar, com o auxílio dos poderes públicos. Eles têm sido impotentes porque não investem na segurança, muito menos na educação. Através desta, ainda que fosse a médio ou longo prazo, seria a solução. Somos sim, queiramos ou não, consumidores do medo, e como meio de proteção passamos a viver em verdadeiros claustros, cujas casas são fortificadas com muralhas e grades unidas até o teto.A nossa alma chora, grita de medo, mas também grita por revolta porque não se tem perspectivas de soluções. E mais, não podemos esconder a nossa preocupação em relação a nós e no futuro em relação a nossos filhos.
Eis o nosso grito:
Até quando vai o nosso sofrimento!?

4 comentários:

Unknown disse...

Eu ainda tenho medo de barata!!!
hehehehe

Anônimo disse...

SENSACIONAL A MATÉRIA.ACHO Q O MEDO DA VIOLENCIA NA QUAL VIVEMOS É O MAIS ASSOMBROSO.NEM EM CASA MAIS ESTAMOS SEGUROS.ATÉ PAIS MATAM SEUS FILHOS.SERA QUE NINGUÉM OUVE OS GRITOS DE SOCORRO DA POPULAÇÃO...ATÉ QUE PONTO VAMOS AGUENTAR.

Anônimo disse...

Vivemos uma época assolada pela síndrome do medo...
Temos medo de tudo, pq de tudo já vimos acontecer....
Se me perguntar de que eu temo eu diria...
Tenho medo de sentir medo!!!
beijao

Anônimo disse...

Sim....Realmente essa situaçao é simplesmente terrivel...
E concordo com a amiga Eliana....Temos medo de tudoo ...(2)

Moro no Rio de janeiro-RJ e fico cada dia mais impressionada com a violencia urbana!
Onde vamos parar com tanta coisa ruin!!!

Obrigada!